Quarenta e Cinco Minutos de Paixão
"Charlote estava de calcinha pela sala. Giovanni apenas a admirava. Intimidade é isso: quando duas pessoas andam normalmente de roupas íntimas pela casa sem nenhuma vergonha. (...) A única coisa que interrompia a sua vida sexual era a menstruação. Essa era a última inibição que lhe faltava perder com seu amante de mais longa data.
(...) Lembrou-se da noite anterior em que dormiram juntos nus, abraçados, ele dentro dela e ela delirando, passando de um sonho erótico a outro, contraindo a vagina de vez em quando e gozando a noite inteira. (...) Pela manhã, enquanto Charlote estava tomando uma xícara de café na cozinha, Giovanni chegou por trás, agarrou-a pela cintura e começou a beijar o seu pescoço e a sua nuca, a cheirar seu cabelo e a esfregar o seu sexo na sua bunda. Ela estava meio irritada, no entanto, por ter amanhecido menstruada e o repeliu naquele momento. Mas agora ela já não aguentava mais. Então, correu até a sala e avançou sobre Giovanni. Os dois se entregaram ao desejo e começaram o seu ritual de prazer. (...) Com ferocidade, ela cravou as unhas nos seus ombros. Ele a conduziu até o quarto. (...)
Foram quarenta e cinco minutos de paixão. Quarenta e cinco minutos de liberdade selvagem. Quarenta e cinco minutos em que liberaram o seu instinto primitivo. E essa transa sensual, que começou violenta, com arranhões e mordidas na cama, percorreu as posições mais animais do Kama Sutra, procurando a parede e terminando de novo na cama. Em pé ou deitado o sexo foi apaixonado. (...)
No final, já não importava o sangue da menstruação ou a irritação que ela sentiu no início do dia. Talvez tenham sido os feromônios, talvez tenham sido suas lembranças, talvez tenha sido o momento íntimo, mas o que importa é que Charlote se abriu no sentido mais profundo para o seu até então namorado. Eles não tiveram escolha, no mês seguinte, estavam casados. Ela encontrara o parceiro com o qual poderia ser desinibida, feliz e satisfeita. Depois disso, nunca mais perderam uma menstruação."

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